Projeto Escolar DH/AI e EADH – Dr.ª Ilda Figueiredo, Presidente do CPPC (Conselho Português para a Paz e Cooperação)

No dia 12 de dezembro, a convite do Projeto Escolar DH/AI e EADH, a Dr.ª Ilda Figueiredo, Presidente do CPPC (Conselho Português para a Paz e Cooperação) dinamizou, no auditório da ESE, a sessão “Falar de Paz em tempo de Guerra” para alunos do Ensino Secundário (10.º G, 11.º A, 11.º H, 12.º D). No dia 10 dezembro de 2023, a Declaração Universal dos Direitos Humanos comemorou 75 anos

Caixa de texto: Cartaz, elaborado pelo 11.º Lhttps://www.youtube.com/watch?v=VvnAaV8NfuA&t=2s . Documentomarcante, na história dos direitos humanos, tendo subjacente os princípios da Carta das Nações Unidas, (respeito dos direitos e liberdades fundamentais do indivíduo, a manutenção da paz e segurança internacional, a promoção do desenvolvimento social, com melhorias nas condições de vida dos indivíduos), elaborado por representantes de várias regiões do mundo, estabeleceu, pela primeira vez, quais são os direitos humanos que devem ser universalmente protegidos. Estes, consignados em 30 direitos, para serem protegidos têm que ser conhecidos, divulgados.  Neste contexto, referiram-se alguns dos trabalhos realizados por alunos de diferentes ciclos e níveis de ensino. Destacou-se, no âmbito da comemoração dos 75 anos da DUDH, a faixa-resumo dos 30 art.º   da DUDH, colocada na fachada da ESE e respetivas ilustrações, patentes no auditório da ESE, quer em formato de instalação artística “mobile” quer formato de livro Pop UP, por   alunos do 11.º DCG, do Curso Profissional de Design Gráfico, sob orientação das docentes Glória Neiva e Sandra Penides.

Com o mote “Falar de Paz em tempo de Guerra”, demos início à palestra com um apontamento musical “Heal the world” executado em flauta por alunos do 6.º D, sob orientação da prof. Dalila Sousa, dando-se de seguida, a palavra à Dr.ª Ilda Figueiredo. Com um vasto currículo, economista, professora e política portuguesa – deputada na Assembleia da República e no Parlamento Europeu é, hoje, Presidente da Direção do Conselho Português para a Paz e Cooperação. Exemplificou as dificuldades que no seu percurso de vida encontrou pela falta de liberdade, fazendo referência ao III Encontro pela Paz “Nos 50 anos de Abril, pela Paz todos não somos demais”, contextualizou a criação do CPPC, mencionado osobjetivos da organização:  contribuir, através da mobilização/sensibilização da opinião pública, para a defesa da Paz, da segurança e da cooperação internacionais, e para a amizade e solidariedade entre os povos. Em diálogo com os alunos, referiu a importância de conhecermos o art.º 7 e o art.º 13, da Constituição da República Portuguesa, que evidenciam e defendem os princípios subjacentes à DUDH.  Fez-se ainda referência às violações dos direitos humanos em diferentes partes do mundo (Israel/Palestina; Rússia/Ucrânia; Marrocos /Saara Ocidental, etc., …)   e à constante desumanidade e desrespeito pela Carta das Nações Unidas. Ao longo da sessão e quando oportuno, intermediou-se as explicações da Dr.ª Ilda, com a participação dos alunos – leitura do poema “O menino de sua mãe”, de Fernando Pessoa e “Amigo”, de Alexandre O’Neill, pelo Rui Oliveira e Tiago Marta, do 11.º A. Estes, intercalados com a apresentação de dois vídeos “Educar para a Paz” e “Direitos Humanos – linguagem gestual e nacionalidade” elaborados pelos alunos do pré-escolar BT4 e B4B, orientados pelas docentes Constança Peixoto e Joana Monteiro em parceria com os serviços da biblioteca escolar e, do 1.º Ciclo da G4A e G4B, orientados pelas docentes Maria Inês Soares, Fátima Alves, Carla Brito e Ana Isabel Ribeiro.  

A Dr.ª Ilda Figueiredo agradeceu aos alunos e docentes, dos vários ciclos de ensino, o envolvimento em prol dos Direitos Humanos e da Educação para uma Cultura de Paz. No final, e ao som da música “Imagine”, de John Lennon, foi distribuído o jornal “Notícias da paz” com vista a sensibilizar e Mobilizar para a Paz.  

No âmbito do Projeto Escolar Direitos Humanos/Amnistia Internacional agradeceu-se a colaboração dos docentes e dos alunos, pois, sem eles o objetivo não era conseguido e, muito, especialmente, à Dr.ª Ilda Figueiredo, pela partilha dos seus conhecimentos e motivação para uma cidadania mais ativa e participativa, atenta, empenhada em prol da defesa dos Direitos Humanos.

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